Page 163 - ANAIS 7ª Mostra Paranaense de Pesquisas e de Relatos de Experiências em Saúde
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facilitou a distribuição da numeração não sendo mais necessário confecção de blocos de
notificação em gráfica, que era um processo moroso e oneroso proporcionando economia
para os cofres públicos (cerca de R$ 40.000,00/ano), sem contar os custos com separação,
malotes, transporte, deslocamentos dos municípios até a regional e controles envolvidos.
Com o tempo economizado pela agilidade proporcionada pelo Sistema, os técnicos do nível
estadual, regional e municipal puderam se dedicar a outras atividades técnicas essenciais
para a vigilância epidemiológica. Recomendações: A importância de os servidores fazerem
análise crítica de seus processos de trabalho, pois a depender da sua natureza, podem ser
informatizados, reduzindo custos operacionais e financeiros e desta forma contribuir para uma
gestão eficaz e eficiente para a saúde pública.
A REMODELAGEM DA ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE MENTAL COMO
OTIMIZAÇÃO DO FLUXO DE ENCAMINHAMENTOS ENTRE A ATENÇÃO PRIMÁRIA E O
AMBULATÓRIO DE SAÚDE MENTAL DO CISVIR DE APUCARANA/PR
Autores: LILIAN FERREIRA DOMINGUES | WESLEY VINICIUS DA SILVA; KARINNE
NATHALLIE MAREZE CARLETO; KELLY CRISTINA RODRIGUES PESCE; ROSIMARA
RODRIGUES ; LETICIA CRISTINA BENTO. Instituição: CISVIR - Consórcio Intermunicipal
de Saúde do Vale Ivaí e região
Palavras-chave: Estratificação de risco; Saúde Mental;
Introdução: A proposta de trabalho versou sobre o aprimoramento da estratificação de risco
utilizada para organizar o fluxo de pacientes a serem encaminhados para a atenção
ambulatorial especializada, analisando a impressão dos trabalhadores da atenção primária
advindas da reestruturação deste instrumento. Objetivos Identificar a aplicabilidade do novo
instrumento para a classificação do risco dos usuários do Ambulatório de Saúde Mental.
Método A pesquisa apresenta caráter qualitativo e fora realizada nas seguintes etapas:
primeiramente a equipe ambulatorial se baseou na estratificação de risco proposta pela SESA
e efetivou as mudanças que presumia necessárias, em seguida apresentou o novo projeto na
Comissão Intergestores Regional para sua aprovação. Tendo o consentimento da CIR, expôs
para determinados trabalhadores da atenção primária o instrumento pedindo a avaliação de
sua efetividade na otimização do fluxo de encaminhamentos. Resultados As respostas dos
trabalhadores da atenção primária versaram majoritariamente sobre a simplificação e
objetividade do instrumento: “É mais simples de preencher, é mais específica, mais rápida e
de fácil compreensão. Consigo com ela realizar escuta ativa ao mesmo tempo que obtenho
as informações necessárias para um acompanhamento que melhor se encaixe ao paciente”,
“a antiga tinha termos muito técnicos, o que era complicado de colocar numa entrevista com
o paciente”. Essas avaliações nos levam a crer que o instrumento prévio, apresentando uma
gama de itens em que se somavam pontos para definir um score, não compreendiam a
realidade psíquica do sujeito, além da dificuldade de interpretação de algumas questões, que
acabavam por dar margem para seu incorreto preenchimento. Outros pontos favoráveis
avaliados foram as tabelas com sugestões de exames para a atenção primária e a inclusão
de fatores de risco e proteção para encaminhamento psicológico, como nos relatos: “também
melhorou questão de encaminhamento para psicologia”, “achei interessante a inclusão da
parte de exames”. Conclusão A avaliação positiva dos profissionais da atenção primária sobre
a remodelagem do instrumento de encaminhamento mostrou a fundamental importância da
melhoria na caracterização dos usuários de cada serviço, propiciando a manutenção do
acompanhamento e organizando o fluxo de maneira correta. Assim, é necessário que as
equipes pensem e concretizem suas ações levando em consideração o co-manejo dos
pacientes, fomentando a integralidade do cuidado.