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EIXO TEMÁTICO: Tecnologias do Cuidado em Saúde Pública                     TRABALHO 55

                 A oficina culinária como recurso terapêutico no CAPSI do CPM -o
                 papel da enfermagem: um olhar do outro para promover a saúde


                 AUTOR PRINCIPAL: Salete Aparecida Resende Cardoso  |  AUTORES: Não há  |  INSTITUIÇÃO: CAPSi-PR  |  Curitiba-PR  |
                 E-mail: salecardoso@hotmail.com


                  Caracterização do problema: O Centro de Atenção Psicossocial infantil (CAPSi) do Centro Psiquiátrico Metropolitano (CPM), tem
                  como principal forma de tratamento, em uma ação desenvolvida coletivamente, a oficina terapêutica, esta é “um recurso para [...]
                  promover sociabilidade, intermediar relações e manejar dificuldades de relacionamento” (AZEVEDO, 2015). Uma das oficinas
                  terapêuticas desenvolvidas é a culinária, que vem demonstrando ser recurso para atender crianças e jovens com algum sofrimento
                  psíquico. Fundamentação teórica: Estas oficinas são desenvolvidas pela enfermagem, por meio da metodologia de Sistematização
                  da Assistência de Enfermagem que visa planejar, executar e avaliar o cuidado com os pacientes (CHAVES, 2009) e promover a saúde
                  por meio do olhar ao sujeito. Descrição da experiência: O espaço culinário acontece em quatro períodos, todas as quartas e quintas
                  feiras, com uma hora de duração. As idades dos pacientes variam entre oito a dezoito anos. No processo de trabalho, para realizarmos a
                  receita, proporcionamos diversas atividades como: incentivar, orientar, segregar e manejar as tarefas da oficina culinária e abordaremos
                  os cuidados de higiene pessoal, higiene local e higiene ambiental. A degustação do cardápio ocorre no momento do lanche. Efeitos
                  alcançados: A maioria dos pacientes aceita bem a proposta da oficina culinária, demonstram interesse em participar das atividades
                  proporcionadas, vêm em busca da receita para levar pra casa. Boas práticas de higiene pessoal são visíveis entre os menores, pois um
                  cuida do outro. A maior parte dos pacientes tem a oportunidade de conhecer e saborear novos alimentos, diferentes do seu cotidiano.
                  Recomendações: Dessa forma, a oficina culinária é considerada um recurso que individualiza e promove o cuidado, além de respeitar
                  a habilidade de cada um. Uma ação de planejar, executar e avaliar da enfermagem como ato de cuidado. Palavras-chave: Culinária;
                  enfermagem; recurso terapêutico.
                  Referências bibliográficas: AZEVEDO, COSTA, MARINA  et al. Educação Física e o CAPS de Goiânia: Uma análise das oficinas
                  terapêuticas. Universidade Federal de Goiás. 2015. CHAVES, DUARTE, LUCIMARA. SAE: Sistema de assistência de Enfermagem
                  Considerações teóricas e aplicabilidades. 1. Ed. São Paulo: Martinari Editora, 2009. p 09.



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                 A perspectiva da vulnerabilidade na avaliação do pé diabético
                 sob a ótica de enfermeiros

                 AUTOR PRINCIPAL: Leandra de Fátima Bento  |  AUTORES: Leandro Cleverson Chaves; Marcia Regina Cubas; Agnelo Denis Vieira  |
                 INSTITUIÇÃO: PUC - PR  |  Curitiba-PR  |  E-mail: leandradefatimabento@hotmail.com

                  Introdução: O pé diabético é considerado uma complicação incapacitante relacionada ao Diabetes Mellitus (DM). Seu tratamento tem
                  alto custo e envolve hospitalizações prolongadas inclusive para amputações em pés. As ulcerações e amputações decorrentes desta
                  complicação podem ser reduzidas através de ações de prevenção e manejo da doença (WHO, 2010). Tais ações incluem a avaliação do
                  risco a partir de protocolos direcionados à análise de aspectos biológicos do indivíduo portador de DM. Mesmo com a aplicação destes
                  protocolos as amputações continuam ocorrendo, levando-nos a questionar a efetividade de tal avaliação. Uma das hipóteses da limitação
                  de efetividade é a incipiência de análise dos aspectos relacionados à vulnerabilidade e aos determinantes sociais em saúde (DSS).
                  A inclusão de elementos relacionados à face social do diabético poderia ampliar a avaliação de risco complementando-a com graus
                  de vulnerabilidade, de modo a estabelecer intervenções mais adequadas à realidade social do indivíduo e de sua família. Este estudo
                  busca conhecer quais condições determinantes sociais em saúde têm potencial para interferir no desenvolvimento do pé diabético,
                  bem como se estas condições são reconhecidas por enfermeiros. Objetivo: descrever as condições determinantes sociais em saúde,
                  identificadas por enfermeiros como relevantes para o estabelecimento de vulnerabilidades da pessoa portadora de Diabetes Mellitus.
                  Método: Pesquisa exploratória descritiva cuja metodologia foi dividida em duas fases: identificação das condições determinantes sociais
                  em saúde capazes de influenciar no desenvolvimento do pé diabético; e avaliação das condições determinantes sociais em saúde
                  por enfermeiros. A pesquisa foi realizada entre os meses de agosto e novembro de 2014, com enfermeiros atuantes no município de
                  Curitiba e Região Metropolitana. Resultados: Das 68 condições determinantes sociais em saúde, 20 foram consideradas influentes
                  para o desenvolvimento do pé diabético. Destas, apenas 3 pertencem à vulnerabilidade social. Conclusão: que a dimensão social da
                  vulnerabilidade ainda é fracamente reconhecida pelos enfermeiros como capazes de influenciar no desenvolvimento do pé diabético.
                  Palavras-chave: Determinantes sociais de saúde; Vulnerabilidade em saúde; Pé diabético
                  Referências: 1. World Health Organization. Improving health care: individual interventions. In: World Health Organization. Global status
                  report on noncommunicable diseases 2010 [internet]. Geneva: World Health Organization, 2011. p.61-71. Disponível: http://apps.who.
                  int/iris/bitstream/10665/44579/1/9789240686458_eng.pdf



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