Page 99 - ANAIS 6ª MOSTRA PARANAENSE DE PESQUISAS E DE RELATOS DE EXPERIÊNCIAS EM SAÚDE
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EIXO: CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INOVAÇÃO EM SAÚDE



                 IMPLANTAÇÃO DO NOVO SISTEMA ESTADUAL DE REGULAÇÃO – CARE PARANÁ

                 Autores: CAROLINE GIANNA DA SILVA | Lays Fernanda Slabicki, Paola Emiliano de Morais, Patrícia Padilha Sobutka. Instituição: 4a
                 Regional de Saúde do Estado do Paraná
                 Palavras-chave: Regulação e fiscalização em saúde. Sistemas de informação. Homologação.
                 Caracterização do problema: O Estado do Paraná passou recentemente por um processo de implantação de um novo sistema
                 informatizado  de  Regulação.  Para  que  este  processo  pudesse  acontecer  de  forma  eficaz,  foi  realizada  a  homologação  e  a
                 simulação do funcionamento do mesmo. Fundamentação teórica: A regulação no SUS está organizada e definida através da
                 Portaria nº 1.559, de 1º de agosto de 2008 que institui a Política Nacional de Regulação. A Regulação do Acesso à Assistência é
                 uma das dimensões desta Política e é responsável pela organização, controle, gerenciamento e priorização do acesso e dos fluxos
                 assistenciais no SUS. No ano de 2019 o Estado do Paraná passou a utilizar o sistema informatizado de regulação Care Paraná,
                 desenvolvido pela CELEPAR, e abrange os seguintes módulos: regulação ambulatorial de consultas e exames especializados;
                 regulação de internação hospitalar; regulação de procedimentos eletivos; regulação do faturamento – AIH e APAC; SAMU. Em
                 25 de setembro de 2019 foram abertas as primeiras agendas e a partir de 1o de outubro do mesmo ano o Care Paraná passou
                 a ser o Sistema oficial de Regulação do Estado. Descrição da experiência: Em agosto de 2019 a Secretaria de Estado da Saúde
                 convidou representantes de Regionais de Saúde, de prestadores de serviços e de municípios para o processo de homologação
                 do novo sistema de regulação, onde a 4a Regional de Saúde estava presente. O sistema foi apresentado em seus diversos
                 módulos e algumas modificações foram realizadas baseadas na realidade do dia a dia dos usuários do Sistema. A 4a Regional
                 de Saúde foi convidada para participar da simulação da utilização do novo sistema durante o mês de setembro de 2019. Como
                 o prazo para execução do projeto de simulação era muito curto, foi escolhido apenas um município e um prestador para o teste
                 do sistema no intuito de verificar se todos os itens e usuários estavam interligados e se o sistema fecharia o fluxo necessário
                 para seu total funcionamento. Efeitos alcançados: Pudemos conhecer antecipadamente o layout e o funcionamento do novo
                 Sistema de Regulação. Desta forma pôde-se também observar eventuais falhas e corrigi-las antes mesmo do Sistema iniciar seu
                 funcionamento em todo o território estadual. Recomendações: Seria interessante realizar a transição para novos sistemas com
                 um tempo hábil maior para homologação e simulação e seria mais efetivo se mais Regionais, municípios e prestadores pudessem
                 participar destes treinamentos.


                 IDENTIFICAÇÃO DA PRESENÇA DO GENE DE RESISTÊNCIA À COLISTINA (MCR-1) EM
                 CARCAÇAS E CORTES DE FRANGO COLETADOS NA REDE VAREJISTA DO ESTADO DO PARANÁ

                 Autores: ALINE FELIX | Emanuelle Gemin, André Schenkel Dedecek, Margareth Leonor Penkal, Marcelo Pilonetto, Lavínia Nery Vila
                 Stangler Arend, Vera Lucia dos Santos. Instituição: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO PARANÁ- SESA PR
                 Palavras-chave: MCR-1. Resistência. Vigilância de alimentos.
                 O  uso  exacerbado  de  antibióticos  como  promotores  de  crescimento  na  produção  animal  tem  levado  ao  aparecimento  de
                 resistência em um período curto de tempo. A OMS e a FAO têm alertado a população, constantemente, sobre as consequências
                 danosas à saúde causadas pelo uso indiscriminado de antimicrobianos, sendo que estratégias para mitigar os impactos negativos
                 da resistência aos antimicrobianos devem ser adotadas sob o conceito de Saúde Única, abrangendo ações de saúde humana,
                 animal e ambiental. Com o objetivo de monitorar a resistência antimicrobiana nos alimentos de origem animal consumidos pelos
                 paranaenses, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná realizou, no período de Novembro de 2017 a Novembro de 2019, a
                 coleta de 240 amostras de carcaças e cortes de frango (congelados ou resfriados), para a pesquisa de bactérias e identificação da
                 presença do gene de resistência ao antimicrobiano colistina, denominado MCR-1, por métodos moleculares. As amostras de carne
                 de frango foram coletadas pelas equipes de vigilância sanitária municipais e encaminhadas ao LACEN-PR. Do total analisado, foi
                 possível isolar: Escherichia coli em 98,7 % das amostras coletadas (n= 237); Salmonella spp. em 31,6% (n= 76), Klebsiella sp. Em 28,7%
                 (n= 69); Pseudomonas aeruginosa em 32,5% (n= 78); Acinetobacter spp. em 5,8% (n= 14). Além disso, também houve a detecção
                 de material genético de Campylobacter spp. em 6,6% (n= 16) e Shigella spp. em 0,4% (n= 1) das amostras. Quanto à presença do
                 gene MCR-1, foi possível identificá-lo em E. coli isoladas de 9 amostras de frango. Fernandes et. al (2016), encontraram o gene
                 MCR-1 em 16 das 4620 amostras coletadas, entre 2003 e 2016, todas originadas de swabs de aves e suínos. Neste trabalho, ainda
                 que num período menor de tempo e com quantidade menor de isolados, foi possível a detecção de 9 amostras positivas para
                 MCR-1 em alimentos de origem animal. Considerando que as amostras foram coletadas em suas embalagens originais, vindas
                 diretamente do abatedouro, percebe-se que os altos índices de contaminação bacteriana podem ser atribuídos a possíveis falhas
                 durante as etapas anteriores à chegada do alimento ao consumidor, denotando a adoção inadequada ou insuficiente de boas
                 práticas agropecuárias ou de controle de qualidade na planta frigorífica. Os achados representam um impacto significativo para
                 a população e demandam uma abordagem articulada entre o setor produtivo, meio ambiente e saúde humana, sob o contexto
                 de Saúde Única- One Health.


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