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EIXO TEMÁTICO: Vigilância em Saúde                                        TRABALHO 323


                       Tendência do nascimento prematuro no estado do Paraná,
                       segundo macrorregionais e regionais de saúde

                       AUTOR PRINCIPAL: Rosana Rosseto De Oliveira  |  AUTORES: Emiliana Cristina Melo, Patrícia Louise Rodrigues Varela Ferracioli,
                       Thais Aidar de Freitas Mathias  |  INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Maringá  |  Maringá-PR  |  E-mail: rosanarosseto@gmail.com

                         Introdução: o nascimento prematuro, que ocorre antes da 37ª semana de gestação é um grave problema de saúde pública (LANTOS;
                         LAUDERDALE, 2011), pois está associado à morbimortalidade perinatal e infantil, bem como a possibilidades de seqüelas (JOHNSON
                         et al., 2009). A prevalência de nascimentos prematuros está aumentando em todo o mundo e sua etiologia é complexa, ainda não
                         bem  conhecida  e  com  diferenças  regionais.  OBJETIVO:  analisar  a  tendência  dos  nascimentos  prematuros  no  Estado  do  Paraná,
                         segundo Macrorregionais e Regionais de Saúde, entre 2000 e 2013. MÉTODO: Estudo vinculado ao projeto intitulado Nascimento
                         pré-termo e fatores associados no Estado do Paraná: ferramentas para predição e prevenção, financiado pelo Conselho Nacional de
                         Desenvolvimento Científico e Tecnológico -CNPq - Edital Universal-14/2012. Estudo ecológico, de séries temporais, dos nascimentos
                         prematuros registrados no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) de residentes no Paraná, no período de 2000 a 2013.
                         As taxas de nascimentos prematuros foram analisadas ano a ano e agrupadas em períodos, segundo idade gestacional e regional de
                         saúde de residência da mãe. Foram analisadas por meio do modelo de regressão polinomial. RESULTADO: a taxa de prematuridade no
                         Estado do Paraná aumentou 0,20% ao ano (p<0,001) (de 6,8% em 2000 para 10,5% em 2013), devido principalmente ao aumento da
                         prematuridade moderada (de 32 a <37 semanas de gestação) que, de 5,8% em 2000 aumentou para 9,0% em 2013. O aumento das
                         taxas de prematuridade ocorreu em todas as Macrorregionais de Saúde, com destaque para a Macrorregional Norte com crescimento
                         médio anual mais elevado, de 0,35% ao ano. Para as Regionais de Saúde também houve aumento, exceto para a 7ª Regional de Pato
                         Branco onde o declínio médio foi de -0,95% ao ano. CONCLUSÃO: o aumento do nascimento prematuro no Estado do Paraná indica
                         a necessidade de aprimorar as ações no pré-natal de acordo com as especificidades das Macrorregionais e Regionais de Saúde. São
                         necessários futuros estudos de associação da prematuridade com características socioeconômicas, demográficas, de atenção à saúde
                         e de organização de serviços de saúde, em cada Regional de Saúde de residência da mãe.Referências: LANTOS, J. D.; LAUDERDALE,
            ANAIS 3º CONGRESSO PARANAENSE DE SAÚDE PÚBLICA/COLETIVA - 2ª MOSTRA PARANAENSE DE PROJETOS DE PESQUISA PARA O SUS
                         D. S.What is behind the rising rates of preterm birth in the United States? Rambam Maimonides Medical Journal, Haifa, v. 2, no. 4, p.
                         e0065, 2011. JOHNSON, S. et al. Neurodevelopmental disability through 11 years of age in children born before 26 weeks of gestation.
                         Pediatrics, Chicago, v. 124, no. 2, p. 2008-3743, 2009. Palavras-chave: Nascimento prematuro. Sistemas de informação em saúde.
                         Estudos de séries temporais. Estatísticas de saúde.




                       EIXO TEMÁTICO: Vigilância em Saúde                                        TRABALHO 324


                        Utilização de técnica de baixa temperatura em larvas
                        do Aedes Aegypti


                        AUTOR PRINCIPAL: Camila Malherbi Bortoluzzi  |  AUTORES: Marcieli Adelaine Pereira  |  INSTITUIÇÃO: Secretaria Municipal de Saúde
                        de Laranjeiras do Sul - Vigilância Em Saúde  |  Laranjeiras do Sul-PR |  E-mail: camyllabortoluzzi@hotmail.com
                         A temperatura é um dos principais fatores ecológicos que infl ui tanto direta como indiretamente sobre os insetos, seja no seu
                         desenvolvimento, seja na sua alimentação (SilveiraNeto et al. 1976). Vários autores demonstraram os efeitos da temperatura sobre
                         o ciclo de vida dos insetos e de como 854 Beserra et al. - Biologia e Exigências Térmicas de Aedes aegypti (L.) (Diptera: Culicidae)
                         Provenientes... este fator ecológico pode ser utilizado para se entender a dinâmica populacional de vetores e com isto desenvolver
                         estratégias adequadas para o seu controle. Costa et al. (1994) estudaram a infl uência de nove temperaturas que variaram entre 5°C e
                         45°C, sobre o ciclo aquático de Culex quinquefasciatus Say (Diptera: Culicidae) e verifi caram que a faixa ótima para o desenvolvimento
                         encontra-se entre 20°C e 30°C. Ribeiro  et al. (2001) constataram  que a 30°C, sob condições de laboratório, Ophyra aenescens
                         Wiedemann (Diptera: Culicidae), apresenta 19,9 gerações por ano, com viabilidade total de 75,9%. Calado & Navarro-Silva (2002a)
                         relataram que a atividade hematofágica e a oviposição de Aedes albopictus Skuse, sofrem infl uência da temperatura, e que as baixas
                         temperaturas de 15°C e 20°C atuam como fator limitante ao crescimento populacional do inseto. Para esses autores, a eliminação
                         dos criadouros artifi ciais nos meses mais frios, pode ser uma forma de diminuição da população de fêmeas aptas a realizar o repasto
                         sangüíneo. Segundo Calado & Navarro-Silva (2002b) a manutenção de criadouros artifi ciais durante o período de temperaturas acima
                         do limiar de desenvolvimento de A. albopictus favorecerá o aumento de sua população, o que deve ser considerado na defi nição
                         das estratégias de controle. Desta maneira procurou-se submeter larvas do Aedes aegypti a temperatura de -8ºC, obtendo assim
                         um congelamento das mesmas, na sequência retiradas desta condição e expostas a temperatura ambiente, voltando assim a forma
                         original de livre natante. Referências: Calado, D.C. & M.A. Navarro-Silva. 2002a. Infl uência da temperatura sobre a longevidade,
                         fecundidade e atividade hematofágica de Aedes (Stegomyia) albopictus Skuse, 1894 (Diptera, Culicidae) sob condições de laboratório.
                         Rev. Bras. Entomol. 46: 93-98. Silveira Neto, S., O. Nakano, D. Barbin & N. Villa Nova. 1976. Manual de ecologia dos insetos. São Paulo,
                         Agronômica Ceres, 419p Palavras-chave: Aedes aegypti. Baixas temperaturas. Forma livre natante.




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