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EIXO 6   Vigilância em Saúde
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                      FATORES ASSOCIADOS A MORTALIDADE POR CÂNCER BUCAL EM UM HOSPITAL
                        REFERÊNCIA NO NORTE DO PARANÁ-BRASIL, NO PERÍODO DE 2005 A 2010

                   Autores: JULIANA MARIANO MASSUIA VIZOTO | Patrícia Costa Oliveira, Hélio Junji Shimozako, Vanessa Schulz
                   Martins, Berenice Tomoko Tatibana. Instituição:  Instituto Federal do Paraná - IFPR

                PALAVRAS-CHAVE: Câncer bucal; fatores de risco; mortalidade.
                Introdução:  A incidência e a mortalidade por câncer estão crescendo rapidamente em todo o mundo. Os motivos são
                complexos e refletem tanto o envelhecimento quanto o crescimento da população, bem como mudanças na prevalência e
                distribuição dos principais fatores de risco para os diversos tipos de câncer. O câncer de boca, por sua vez, é caracterizado
                por alta prevalência, mortalidade e baixa sobrevida. Objetivos: Descrever a mortalidade por câncer bucal em um hospital
                referência e analisar fatores associados em pacientes atendidos e acompanhados no período de 2005 a 2010. Métodos:
                Estudo transversal, descritivo e retrospectivo, construído por meio de dados obtidos entre janeiro de 2005 e dezembro
                de 2010 do Hospital de Câncer de Londrina (HCL). Para coleta de dados, foram utilizados os prontuários dos pacientes
                diagnosticados com a condição. O desfecho foi o óbito pós diagnóstico de câncer bucal e as variáveis independentes foram:
                dados demográficos, fatores de risco, dados clínicos relacionados ao tumor e tipo de tratamento. Para a análise descritiva
                utilizou-se a distribuição de frequência absoluta e relativa, ao passo que para a análise bivariada foi utilizado o teste de qui-
                quadrado por regressão logística. Utilizou-se a Odds Ratio (OR) como medida de associação, adotou-se p<0,05 como nível de
                significância e intervalo de confiança (IC) de 95%. As análises estatísticas dos dados foram desenvolvidas em linguagem R por
                meio do interpretador R Studio, versão 1.4.1717. Resultados: Dos 326 pacientes incluídos, 161 (49,4%) faleceram, sendo que
                a maioria era do sexo masculino, da cor branca, com nível de escolaridade até o nível fundamental e trabalhadores braçais
                expostos à radiação solar. Foi verificado que a maioria desses pacientes eram tabagistas e etilistas. Quase que a totalidade
                dos pacientes que faleceram receberam o diagnóstico inicial de CEC e a localização anatômica do tumor mais frequente foi
                a língua, seguida pelo soalho bucal e palato mole. As variáveis associadas aos óbitos foram: tabagismo, etilismo, tratamento
                radioterápico e intervenção cirúrgica. Os pacientes desses grupos apresentaram riscos maiores de óbito. Conclusões: A taxa
                de mortalidade pós diagnóstico de câncer bucal mostrou-se elevada e e associada aos fatores de risco tabagismo e etilismo,
                assim como ao tratamento radioterápico e ao fato do paciente ter se submetido à intervenção cirúrgica.




                 TABAGISMO PASSIVO: QUAIS SÃO OS EFEITOS NA SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES?

                   Autores: ELAINE ROSSI  RIBEIRO | Elaine Rossi Ribeiro, Giulia Vittoria Ambrogi Pereira, Ana Carolina Vieira
                   Azevedo, Izabel Cristina Meister Martins Coelho. Instituição:  Faculdades Pequeno Príncipe

                PALAVRAS-CHAVE: tabagismo; fatores de risco; saúde
                Apesar dos crescentes esforços globais para controlar o uso do tabaco, continua a ser um vício comum com mais de 1 bilhão
                de fumantes no mundo, cerca de 40% dos homens e 10% das mulheres. O tabagismo passivo é a inalação da fumaça de
                derivados do tabaco por indivíduos não fumantes, que convivem em ambientes fechados respirando as mesmas substâncias
                tóxicas que o fumante inala. O tabagismo passivo terciário é a poluição residual da fumaça do tabaco que perdura, após a
                queima, nas superfícies e na poeira. Os produtos químicos podem permanecer em tecidos comuns por mais de 1,5 anos. Estes
                são reemitidos para a fase gasosa, ou reagem com oxidantes e outros componentes no ambiente para produzir poluentes
                secundários. É possível, portanto, ser exposto ao tabagismo passivo terciário sem ser exposto diretamente à fumaça do cigarro
                A taxa de exposição de crianças e adolescentes varia entre os países, pois o tabagismo passivo está intimamente relacionado
                às taxas de fumantes ativos e às políticas públicas que proíbem tabagismo em ambientes fechados. O objetivo dessa revisão
                sistemática foi identificar os possíveis efeitos nocivos do tabagismo passivo na saúde das crianças e dos adolescentes. Este
                estudo foi submetido ao PROSPERO e seguiu as diretrizes do PRISMA. Foram utilizadas as bases de dados LILACS, MEDLINE e
                EMBASE. Foram identificados 493 artigos dos últimos 5 anos e 38 foram incluídos no estudo após a análise criteriosa seguindo
                os critérios de inclusão. Logo em seguida, identificaram-se que todos os artigos foram publicados por 13 países diferentes
                pelo mundo. A qualidade metodológica dos artigos foi avaliada utilizando a ferramenta Downs and Black e somente os com
                alta qualidade metodológica foram incluídos. Concluiu-se, como evidência, que o tabagismo passivo tem efeitos negativos
                na saúde de crianças e adolescentes e foi associado a afecções respiratórias, infecciosas, psiconeurocognitivas, metabólicas,
                cardiovasculares, otorrinolaringológicas, alérgicas e ao aumento da mortalidade. O tabagismo passivo está associado a
                alterações de marcadores pré-clinicos de risco cardiovascular nessa faixa etária. Os pediatras, em geral, consideram o tema
                relevante, mas indica-se fortemente, após a compilação das evidências desta revisão, que se atue em ações educativas com
                pais, familiares e crianças, igualmente com a equipe multiprofissional que acompanha a saúde da família.




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